“Minha Casa Acolhe e Serve a Casa do Pai”
A Campanha “Minha Casa Acolhe e Serve a Casa do Pai”, inspirada na “Campanha Mãe Peregrina” quer atender a um dos apelos da Pastoral Urbana que é de ser um instrumento de evangelização simples e eficaz porque atinge a todas as pessoas e famílias onde quer que elas estejam. Maria invocada como “Casa do Pai” quer visitar os nossos lares, no cotidiano da vida, abrindo caminho para seu Filho Jesus assim como fez visitando sua prima Isabel, estando na casa dos noivos em Caná, no cenáculo com os discípulos e em muitas residências como podemos imaginar acompanhando Jesus em seu ministério. Levando Maria às nossas famílias estamos levando a Graça, a Benção do Pai, a Redenção do Filho e os dons do Espírito Santo. É a família divina que fazendo morada na Virgem de Nazaré quer hospedar-se também no seio de cada ser humano, em nossos lares e corações.
FUNDAMENTAÇÃO BÍBLICA
A Campanha das Capelinhas ou no nosso caso do Santuário tem amplo amparo e fundamentação bíblica. A casa é, na Bíblia, um dos lugares onde Deus se mostra e chama para a missão (cf. Lc 1,26-38; Mt 26,17-29; 26,6-15; At 1,12-14; 5,42; 20,20; Mc 2,1:7, 14-27; 9,33; 10,2-12; Mt 13,36; 12,40; Lc 10,5; Mc 6,10; At 2,42-47;Jo 4,1-42; 12,1-11; At 9,1-19; 10,9-15, entre outros). Maria, em casa, recebe o convite para ser a mãe do Salvador; e, depois, ela vai à casa de Isabel, sua prima, e serve a esta, que aguarda o nascimento de João, o precursor do Messias (cf. Lc 1,5-45). A visita de Maria, representada simbolicamente pela sua imagem é a “continuação” da visita de Maria a Isabel: ela, como sacrário vivo, se faz portadora da Bênção, Jesus.
NOSSA CAMPANHA
A Arquidiocese de Campo Grande quer incentivar e levar imagem de Maria aos lares, para que Nossa Senhora neles manifestasse toda a sua força educativa, santificadora e evangelizadora, transformando os seus membros em autênticos cristãos.
Sendo a Paróquia (Casa da Igreja) a fonte de graças e a força propulsora, do qual se irradia os frutos dos sacramentos e espiritualidade litúrgica, os pequenos Santuários são bentos ali e, dali partem em “visitação” às famílias, levando Cristo e, com Ele, muitas graças: a paz, a união, a alegria, o amor e, em especial, as graças específicas em forma de bênçãos para as famílias, que são:
Presença de Deus e da Igreja nas famílias – experiência de acolher e ser acolhido;
Transformação pessoal e familiar – experiência do diálogo, do perdão e da misericórdia que transforma a família em igreja doméstica;
Compromisso Missionário – experimentando o Amor somos impelidos a anunciá-lo, como discípulos assumimos um compromisso de missionários.
I - PRESENÇA DE DEUS E DA IGREJA NAS FAMÍLIAS
Todo ser humano tem necessidade de sentir-se amado, compreendido e aceito assim como é. Num tempo de tanta insegurança, medo e desabrigo como vivenciamos nos dias atuais, Maria Santíssima, em seu Santuário, atua como Mãe, acolhendo-nos em seu imaculado coração. Ela nos oferece segurança e nos faz experimentar que somos filhos amados de Deus, e atende de modo especial e eficaz as súplicas que lhe dirigimos.
II - TRANSFORMAÇÃO PESSOAL E FAMILIAR
É uma decorrência da graça do abrigo espiritual. Quando alguém sente que é aceito e amado pessoalmente por Deus e por Maria, é impelido a mudar de vida, deixando o pecado e voltando a uma vida nova na graça de Deus. Efetua-se nele a transformação.
III - COMPROMISSO MISSIONÁRIO
Como outrora, no Cenáculo, Maria implorou o Espírito Santo, que revestiu os apóstolos de ardor pela difusão do Reino de Cristo, assim, também, de maneira singular, a partir do Santuário, ela nos impulsiona a sermos apóstolos, que testemunhem corajosamente a fé cristã pela palavra e pelo exemplo. Ela faz frutificar o nosso apostolado.
ORGANIZAÇÃO DA CAMPANHA
Para iniciar um grupo de famílias que se dispõem a receber o Santuário da Abadia (“Casa do Pai”) é necessário:
1 - A pessoa interessada entrar em contato com o Pároco local, a fim de obter sua autorização por escrito, a Coordenação Arquidiocesana poderá fornecer uma carta própria para isso.
2 - Organizar uma lista de 30 famílias, com o nome e endereço completo (inclusive email). Para facilitar a visita da “Casa do Pai”, de uma casa à outra, aconselha-se preencher a lista sem excluir nenhuma família de sua rua ou prédio, que se abre para recebê-la.
3 - Enviar uma cópia desta lista a coordenação Arquidiocesana da Campanha “Casa do Pai”. Ao recebê-la, coordenação Arquidiocesana cuidará de levar a imagem da Virgem da Abadia (Santuário) e este livro de Orações para as famílias.
4 - A peregrinação da “Casa do Pai” entre as famílias será iniciada mediante a cerimônia de envio realizada, quando possível na comunidade, com a participação das 30 famílias. Nesta ocasião a Coordenação entregará ao grupo o Santuário e o zelador assumirá o compromisso de zelar pela imagem e pela evangelização das 30 famílias, rezando a oração própria do compromisso.
5 - Cada imagem da “Casa do Pai” percorrerá, em caráter permanente, as 30 famílias, ficando um dia em cada residência.
6 - Cada Imagem do Pequeno Santuário fica a cargo de um casal ou de uma pessoa responsável, chamado zelador.
7 - Ao aumentar o número de zeladores, estabelece-se um coordenador, que seja de preferência um casal.
8 – O Zelador ficará responsável também em fornecer mediante, uma contribuição, as velas, o carvão e o incenso para cada família que desejar utilizar.
9 – O Zelador também deverá buscar realizar um Encontro de Convivência e Oração (ECO) das famílias zeladas pelo menos uma vez ao mês, de preferência no dia 15 ou próximo dele, para celebrar a Benção da Família. Este encontro poderá também terminar ou começar com a Santa Missa na comunidade. Dia de louvar e agradecer ao Senhor e pedir a benção pelas famílias e suas casas.
10 – A equipe de Coordenação Arquidiocesana da “Casa do Pai” - faz um acompanhamento através de:
- visitas às cidades, forania, paróquias e grupos na Arquidiocese, dando orientação e um maior esclarecimento sobre este apostolado;
- encontros e retiros anuais para coordenadores e zeladores;
- cartas circulares ou emails informativos com estímulos e orientações práticas;
- folhetos de evangelização para cada família.
11 – O que é o dia da Benção?
Assim como Nossa Senhora de Fátima é lembrada nos dias 13 de cada mês, a Mãe Três Vezes Admirável de Schoenstatt é celebrada nos dias 18, queremos lembrar a Virgem da Abadia todo dia 15 de cada mês; por ser o dia dedicado a ela (15 de agosto – Dia da Solenidade da Assunção) Quando ela antecipando toda humanidade adentra na Mansão Celeste que é a “Casa do Pai”.
12 - Havendo maior expansão deste apostolado, estabelece-se um coordenador foranial ou setorial, coordenador de paróquia ou comunidade. Aconselha-se que cada coordenador de grupo tenha no máximo 10 zeladores sob sua responsabilidade.
IV - REQUISITOS PARA SER COORDENADOR E ZELADOR
1 - O zelador e/ou coordenador deve dar testemunho de vida cristã.
2 - No caso de matrimônio: a fidelidade matrimonial.
3 - Ter espírito comunitário, bom relacionamento com o pároco e ser aceito pela comunidade.
4 - Ser uma pessoa responsável e ter certa liderança e dinamismo.
5 - Participar na comunidade paroquial e na vida sacramental da Igreja e colaborar com o dízimo.
V - FUNÇÃO DA COORDENAÇÃO ARQUIDIOCESANA
1 - Ser elo entre a Arquidiocese, os Coordenadores Foraniais.
2 - Rezar e sacrificar-se pelos demais coordenadores, estimulando-os a se empenharem com zelo pela missão que lhes foi confiada, e a fazerem dela o seu caminho de santidade.
3 - Manter contatos periódicos com todos os Coordenadores Foraniais e Paroquiais.
4 - Visitar periodicamente as Foranias, Paróquias e comunidades que já possuem grupos de Famílias e implantar os grupos onde ainda não tem.
5 - Encaminhar-lhes materiais necessários para a Campanha
6 - Enviar periodicamente um relatório sobre seu trabalho ao Diretor espiritual e ao Arcebispo.
7 - Participar das reuniões ou encontros de Coordenações de Pastorais a nível paroquial e Arquidiocesano.
8 - Promover encontros de formação, e estimular a participação de todos.
9 - O tempo de atuação da coordenação Arquidiocesana é de dois anos podendo ser reconduzida por igual período.
10- Sua nomeação é realizada em acordo com o Arcebispo.
11 – Fornecer dados para a atualização do site da campanha e divulgar as famílias a consultar o mesmo.
12 – Administrar os recursos recebidos da Campanha e aplicá-los na sua expansão.
VI - FUNÇÃO DOS COORDENADORES FORANIAIS
1 - Ser elo entre a Coordenação Arquidiocesana e os coordenadores paroquiais, mantendo-os informados a respeito das atividades.
2 - Rezar e sacrificar-se pelos coordenadores, estimulando-os a se empenharem com zelo pela missão que lhes foi confiada.
3 - Manter contatos periódicos, com todos os coordenadores paroquiais. E aconselhável que se faça, pelo menos cada dois meses, uma reunião com os coordenadores para manter-se informado sobre a situação atual da Campanha.
4 - Encaminhar-lhes o material proveniente da Coordenação Arquidiocesana.
5 - Participar dos encontros de formação, reuniões e retiros promovidos pela Campanha e estimular os outros coordenadores ao mesmo.
VII- FUNÇÃO DO COORDENADOR PAROQUIAL
1 - Ser elo de ligação entre o coordenador Foranial e os Coordenadores de grupo.
2 - Manter contato com os coordenadores de Grupo de Famílias, distribuindo-lhes materiais e promovendo reuniões periódicas.
3 - Rezar e sacrificar-se pelos coordenadores de grupo, estimulando-os a se empenharem com zelo pela missão que lhes foi confiada.
4 - Manter o pároco informado a respeito das atividades da campanha e colocar-se a serviço dos objetivos da paróquia.
5 - Participar das reuniões, encontros e atividades promovidas pela Coordenação Foranial e Coordenação Arquidiocesana, e estimular a participação dos coordenadores de grupo.
6 - Informar os coordenadores de grupo sobre os objetivos e atividades da paróquia, estimulando-os a uma participação ativa na mesma.
VIII - FUNÇÃO DOS ZELADORES DE GRUPOS DE FAMILIAS
1 - Ser o elo de ligação entre o coordenador de paróquia e os zeladores.
2 - Manter contato com os zeladores, distribuindo-lhes materiais e promovendo reuniões periódicas para incentivá-los e apoiá-los no apostolado.
3- Rezar e sacrificar-se pelos zeladores
4 - Manter os zeladores informados sobre as atividades paroquiais e os encontros promovidos pela coordenação Foranial ou Arquidiocesana.
5 - Participar de reuniões e encontros promovidos pelo coordenador de paróquia e pela Coordenação Foranial e Arquidiocesana. Não há tempo mínimo para o coordenador exercer sua tarefa, o tempo máximo é de 5 anos, podendo ser reconduzido pela Coordenação, em casos especiais!
IX - FUNÇÃO DO ZELADOR
1 - O zelador seja um evangelizador em relação aos seus zelados, incentivando-os a engajar-se na vida da comunidade, na participação da Santa Missa e dos sacramentos, despertando-os para a prática das virtudes cristãs.
2 - Cuidar que a “Casa do Pai” seja recebida com respeito e amor e promover a união entre as famílias.
3 - Zelar pelo bom andamento do Santuário, evitando atrasos, porque neste caso, a família seguinte ficará sem recebê-la.
4 - Rezar e sacrificar-se pelo seu grupo de famílias para que haja fraternidade e verdadeiro espírito cristão.
5 - Distribuir às famílias todo o material, enviado pela Coordenação e pela Paróquia, o mais rápido possível. Fazer a entrega desse material pessoalmente, aproveitando a oportunidade para manter contato com as famílias.
6 - Transmitir às famílias os avisos de interesse deste apostolado e estimular a participação nos eventos paroquiais.
7 - Se no contato com as famílias o zelador encontrar problemas e dificuldades que não saiba orientar, encaminhar ao seu coordenador ou ao Pároco.
8 - Participar de reuniões e encontros promovidos pelo Coordenação do grupo e pela Coordenação Foranial ou Arquidiocesana.
9 - Ajudar as famílias a confiar nas graças e bênçãos do Santuário, que a Virgem e Mãe Abadia leva a suas Casas. Pelo Santuário, a Mãe de Deus quer ajudar as famílias a viver melhor o seu matrimônio e serem cristãos engajados na Igreja. Para isso, o zelador pode ser bem criativo e promover romarias, estimulando as famílias a conhecer e freqüentar a comunidade onde será o futuro santuário.
X - COMO ACOLHER A “Casa do Pai”
Antes de tudo, é necessário estar consciente: quem nos visita é realmente a Mãe de Deus, com seu divino Filho, no sinal desta Imagem. Por isso, é importante que ela seja acolhida como uma pessoa muito querida e que receba um lugar de honra, que pode ser expresso pelo arranjo ordenado da casa.
Ao passar a “Casa do Pai” de uma casa à outra, seja levada por uma pessoa adulta que, quanto possível, entrará e rezará junto com a família a oração própria de recepção.
Evita-se deixar o santuário na porta da casa ou na portaria do prédio, e também de passá-la pelo muro, pela janela ou enviá-la sozinha pelo elevador do prédio. Uma visita importante sempre é recebida e acolhida, pessoalmente, na entrada da casa.
No dia em que a “Casa do Pai” estiver em sua casa, à família pode reunir-se para a oração do terço, reflexão bíblica ou outros materiais enviados pela coordenação, apresentando a Deus através de Maria, agradecimentos, ofertas e seus pedidos de Bênçãos e Graças para sua casa e família.
Antes de levar a “Casa do Pai” para a família seguinte, reza-se a oração de despedida.
Em sua visita aos lares, Maria vem como portadora de Cristo e das graças do Santuário. Onde entra Maria, entra Cristo - LUZ DO MUNDO, CAMINHO, VERDADE E VIDA!
XI - COMO REALIZAR NA PARÓQUIA OU COMUNIDADE O ENVIO DO SANTUÁRIO
1 - Preparar um lugar de honra para os Santuários. Pode ser num pedestal ou numa mesinha ao lado.
2 - O sacerdote ou coordenador convida o zelador(es) a se aproximar(em) do altar, e o sacerdote faz o Envio dos Zeladores e abençoa o Santuário e as famílias Zeladas.